SergioTEGON
Palhaçada

Na Folha de hoje:
VINICIUS MOTA

Ideias descartáveis

SÃO PAULO - Grandes supermercados, o governo paulista e a prefeitura da capital se uniram para salvar o planeta. Três gigantes do varejo vão transferir para você, consumidor, o custo, que era deles, de acondicionar as compras.

A partir de janeiro, comprometeram-se a não mais oferecer de graça as sacolinhas plásticas. Vamos pagar aos supermercados pelas sacolas do bem, reutilizáveis ou biodegradáveis.

Ai de quem reclamar. Prometem-se campanhas que vão transformar caixas de lojas em ativistas do Greenpeace. “É um preço modesto, senhor, para salvar a tartaruga marinha e desentupir nossos bueiros.”

Imaginemos que o plano dê certo e que todos passem a usar sacolas carimbadas pelo politburo verde. Um dos efeitos será o aumento relevante das vendas de sacos plásticos “do mal” para guardar o lixo doméstico. Aconteceu em cidades que adotaram essa prática.

Do outro lado, o plástico “verde”, que se degrada por exemplo em dois anos, lança o carbono de que era composto na atmosfera, atiçando o efeito estufa. A baleia jubarte terá menos sacolas para engolir, mas o Ártico vai derreter mais cedo.

Racionalizar o uso de produtos danosos ao ambiente é justificável. Mas o volume desses resíduos será sempre acachapante no Brasil, destinado a elevar o nível de bem-estar de 200 milhões de pessoas.

Sem coleta seletiva e reciclagem, a degradação ambiental estará assegurada por décadas. Pouco importa se o plástico é “do bem” ou “do mal”. Se for 100% recolhido e reciclado, não vai parar no estômago do peixe-boi nem na boca de lobo da avenida Pompeia.

São Paulo recicla menos de 1% de seu lixo. Em vez de lidarem com esse vexame, fruto da incompetência de sucessivas gestões, a prefeitura e o governo estadual preferem uma pantomima ecologicamente correta que pouco resolve.”

Caros,

Segue o convite de lançamento do livro “CLÁSSICOS DO IATISMO – BRASIL”, onde o “Aldebaram” está ao lado de outros veleiros de época sobreviventes ao tempo.

Gostaria de compartilhar com vocês que sempre demonstraram interesse, me incentivaram e ajudaram de alguma maneira neste projeto de restauração e agradecer com coração de marinheiro contente por poder resgatar um pouco de tradição náutica.

Especial agradecimento a aqueles que não mediram esforços para “raspar cracas, lixar o convés e calafetar o casco”, ganhando como pagamento apenas calos nas mãos, e à minha 1ª imediata e companheira que, mesmo enjoando e sem saber nadar, embarcou nesta viagem agüentando as chatices do capitão!

Um pouco de todos vocês está a bordo e faz parte dessa história!

Obrigado!

Mauro. 


RESUMO – LIVRO ‘VELEIROS CLÁSSICOS’ – MEDIA MUNDI

Antonio Luiz de Souza Mello Netto, o Tonico, editor geral da Revista Velejar é o autor com o apoio de João Schmidt, Lars Grael e Almte Bernardo Gamboa,  revisando os textos e informações gerais.

A história sobre como o iatismo chegou ao Brasil e sua evolução no Brasil e no mundo, com aproximadamente 40 barcos catalogados com todos os seus dados técnicos, um pouco de sua história, processos de restauração e fatos mais marcantes.

Segue a parte do texto que fala sobre o veleiro “ALDEBARAM” e a lista dos veleiros presentes nesta edição.

Aldebaram

Classificação:                             Clássico Cruizer Racer (Cruzeiro Regata)

Projeto:                                        Olin Stephens (Sparkman & Stephens)

Estaleiro:                                     Construção Artesanal - Estaleiro José Mathias - Rio de Janeiro.

Versão:                                        Yawl ou Iole

Ano:                                             1952 (Lançamento à água)

Comprimento:                             13,72 m

Linha D’água:                              9,45 m

Boca:                                           3,25 m

Calado:                                        1,93 m

Calado Máximo:                         2,00 m

Altura Cabine:                             1,95 m

Altura Mastro Principal:              19,0 m - Carlinga ao tope

Altura Mastro de Mezena:          8,50 m

Nº Tripulante:                              12

Pernoite:                                      8

Área Vélica:                                98,5 m2

                                                    (com vela média de estai, sem balão e sem vela de entremastros)

Tanque de Água:                        240 l

Tanque de Combustível:             140 l diesel

Velocidade Cruzeiro:                  6 Kt

Lastro:                                         5,8 t de chumbo fixo na quilha com vergalhões de Monel.

Deslocamento:                            12,0 t

Material do Casco:                      Madeira

Motorização:                               Volvo Penta – MD3B – diesel - 3 Cilindros – 36Hp                                              

Primeiro proprietário: Joaquim Pádua Soares

Proprietários seguintes: Irmãos Celso e Paulo Vianna, e Mauro  Beccaccia. 

História

Mauro  Beccaccia, seu atual proprietário, costuma dizer aos amigos, também apaixonados por esses queridos “madeirões”, ter descoberto que, durante a restauração de cada peça de um barco antigo, resgatam-se antigas técnicas e toda uma época passada, mas, acima de tudo e principalmente, descobre-se que os barcos são movidos pelos ventos e que os homens são movidos pelos sonhos!

O “Aldebaram”, como outros  raros veleiros clássicos que  ainda existem em nossas marinas, pertence à reduzida flotilha dos “Barcos de Época” espalhados pelos mares do mundo, que sobreviveram ao tempo  totalmente originais. São representantes vivos de uma época glamorosa e são o resultado do aprimoramento da milenar técnica de construção em madeira, alcançada de forma precisa, motivada pela disputa dos comandantes das destemidas regatas de oceano.

O “Aldebaram”, uma yawl (iole = veleiro com 1 mastro principal e 1 mastro menor, de mezena),  é o projeto nº 944, de Olin Stephens, sócio fundador do legendário escritório americano Sparkman & Stephens,  existindo ainda todas as 13 plantas do projeto original completo.

Encomendado em 1950 por Joaquim Pádua Soares, um dos pioneiros da vela de oceano do Brasil, o Aldebaram foi primorosamente construído no Rio de Janeiro. Lançado à água em 1952, registrou uma longa história de mais de meio século, realizando uma expedição à Ilha de Trindade em 1954 (reportagem na revista Yachting da época), diversas regatas, inclusive Buenos Aires – Rio, e uma viagem de cruzeiro para a Grécia, Portugal e Espanha. Sua restauração completa foi iniciada em 1999, preservando todos os detalhes do projeto original, totalizando 12 anos de trabalhos, hoje em fase final.

Restauro e conservação

Casco de peroba do campo com 1 1/4“ (32mm) de espessura totalmente raspado, com substituição de todas as cavilhas deterioradas e calafetado. Impermeabilização externa de todo o casco com duas camadas de resina epóxi impregnante (técnica não original, mas realizada para preservação e proteção do casco contra ataque de gusanos). Restauração do leme e revestimento de cobre rebatido. Restauração do convés com calafetação do tabuado de freijó. Restauração do casario com impermeabilização do teto da cabine, utilizando a técnica original de aplicação de lona de algodão (canvas) impregnada com pintura a óleo. Madeiramento externo e interno raspado até a madeira nua, tratada com preservador depois pintado ou envernizado. Restauração da marcenaria interna (muito espartana) mantendo o projeto original. Reforma do assoalho do cockpit.

Execução padrão de novas instalações hidráulicas e elétricas e reparação mecânica, com retifica do motor diesel Volvo Penta MD3B de 36HP. Execução de novo painel de instrumentos de motor (mantendo a estrutura original em bronze). Novo painel elétrico interno geral com 24 circuitos independentes. Restauro geral de vigias originais, escotilhas, gaiutas e claraboia central, com substituição dos vidros laminados e ferragens de bronze ou latão. Restauro das tomadas de ar modelo “Dorade” e luzes de navegação. Restauro de todos os moitões, manicacas, catracas e ferragens originais de bronze da Marrimam Bross, mantendo a madeira original e as roldanas roletadas, com substituição dos eixos de bronze desgastados. Restauração do hodômetro de barquilha e restauração da bússola de época “Constelation”.

Foi realizada a reconstrução total do mastro principal de 19,0m, que estava em estado irrecuperável, bem como o mastro de mezena com 8,50m (utilizando madeira freijó em substituição à madeira Spruce, não disponível). Foram executados com alma oca, com gabaritos precisamente idênticos aos mastros originais, para o total reaproveitamento das ferragens de bronze originais.

O “Aldebaram” está atualmente catalogado no  anuário  da “Sparkman & Stephens Association”, grupo que reúne proprietários de “Clássicos  de Época  S&S”, como membro associado nº 55-1195. (vide fotos no site http://www.s-and-s-association.org/ , clicar em “image galery”, “S&S classic yachts & designs” - na primeira página  aparecem as fotos 3 e 4 “Aldeberam # 944” em restauração)

Lista de barcos presentes nesta edição do livro Clássicos do Iatismo - Brasil

1.     Aquarius IV

2.     Cangrejo

3.     Lady Lou

4.     Aragem – K-1- 41

5.     Cairu II – Classe Brasil

6.     Cangaceiro – Classe Brasil

7.     Malagô – Classe Brasil

8.     Turuna - Classe Brasil

9.     Cairu III

10.  Tiorga BL 8233

11.  Linie

12.  Chinook

13.  Chestnut Tree

14.  Contra-pino

15.  Cosa Nostra

16.  Flibus

17.  Itacibá II

18.  Lafitte

19.  Macanudo

20.  Marga

21.  Froya II

22.  Suzy Dear

23.  Wa Wa Too

24.  Aquamarine

25.  Escândalo

26.  Bystra

27.  Bambinno

28.  Madonna de La Salute

29.  Mar Novo

30.  Aldebaram

31.  Aventura

32.  Aileen - ex-Nurdug II

33.  Barbra

34.  Pluft I

35.  Dália

36.  Gaia

37.  Narvalo III

38.  Quatorze

39.  Teimosa

40.  Atrevida

41.  Cangaceiro – Swan 48

“I’ve spent quite a bit of time researching how to filter drinking water effectively. Originally, I was interested in filtering the rainwater that falls on my roof.”

Inquilinos, de Luiz Fernando Veríssimo

Do livroO Mundo é Bárbaro e o que nós temos a ver com isso.

Ninguém é responsável pelo funcionamento do mundo. Nenhum de nós precisa acordar cedo para acender as caldeiras e checar se a Terra está girando em torno do seu próprio eixo na velocidade apropriada, e em torno do Sol de modo a garantir a correta sucessão das estações. Como num prédio bem administrado, os serviços básicos do planeta são providenciados sem que se enxergue o síndico – e sem taxa de administração. Imagine se coubesse à humanidade, com sua conhecida tendência ao desleixo e à improvisação, manter a Terra na sua órbita e nos seus horários, ou se – coroando o mais delirante dos sonhos liberais – sua gerência fosse entregue a uma empresa privada, com poderes para remanejar os ventos e suprimir correntes marítimas, encurtar ou alongar dias e noites e até mudar de galáxia, conforme as conveniências de mercado, e ainda por cima sujeita a decisões catastróficas, fraudes e falência.

É verdade que, mesmo sob o atual regime impessoal, o mundo apresenta falhas na distribuição dos seus benefícios, favorecendo alguns andares do prédio metafórico e martirizando outros, tudo devido ao que só pode ser chamado de incompetência administrativa. Mas a responsabilidade não é nossa. A infra-estrutura já estava pronta quando nós chegamos. Apesar de tentativas como a construção de grandes obras que afetam o clima e redistribuem as águas, há pouco que podemos fazer para alterar as regras do seu funcionamento.

Podemos, isto sim, é colaborar na manutenção da Terra. Todos os argumentos conservacionistas e ambientalistas teriam mais força se conseguissem nos convencer de que somos inquilinos no mundo. E que temos as mesmas obrigações de qualquer inquilino, inclusive a de prestar contas por cada arranhão no fim do contrato. A escatologia cristã deveria substituir o Salvador que virá pela segunda vez para nos julgar por um Proprietário que chegará para retomar seu imóvel. E o Juízo Final, por um cuidadoso inventário em que todos os estragos que fizemos no mundo seriam contabilizados e cobrados.

– Cadê a floresta que estava aqui? – perguntaria o Proprietário. – Valia

uma fortuna.

E:

– Este rio não está como eu deixei

E, depois de uma contagem minuciosa:

– Estão faltando cento e dezessete espécies.

A Humanidade poderia tentar negociar. Apontar as benfeitorias – monumentos, parques, áreas férteis onde outrora existiam desertos – para compensar a devastação. O Proprietário não se impressionaria.

– Para o que eu quero o Taj Mahal? Sete Quedas era muito mais bonita.

– E a catedral de Chartres? Fomos nós que construímos. Aumentou o valor do

terreno em…

– Fiquem com todas as suas catedrais, represas, cidades e shoppings. Quero

o mundo como eu o entreguei.

Não precisamos de uma mentalidade ecológica. Precisamos de uma mentalidade

de locadores. E do terror da indenização.

Na cidade do Crato, que fica a 504 km de Fortaleza, um latido empolgado nas ruas vem chamando a atenção. O som é da cadela Paquita, de aproximadamente 12 anos, que recebeu um presente do dono, José Turíbio Meireles, 60: uma cadeira de rodas adaptada…”

Bixins…

Parece que a bicharada tá cada vez mais em alta nos corações das pessoas! Ainda bem, né?! E quem não gosta de imagens autênticas, flagrantes e cliques feitos no momento exato em que cães, gatos, e cia aprontam das suas. Se tiver crianças então, as chances do resultado ser ainda melhor aumentam! Exemplo disto é que a atriz e apresentadora Ellen DeGeneres curte tanto este tipo de imagem “real”, que posta na página do Facebook de seu programa, “The Ellen DeGeneres Show”, as fotos mais legais enviadas por seus espectadores.”

Oh, céus!

Eu arrasto os meus pés nus pela casa, juntando linhas, poeiras, cabelos, restos de mim.

Pesam sobre os meus ombros minhas histórias, meus gostos e desgostos, minhas memórias.

Resmungo como uma velha abandonada, tudo o que não deu certo, todo o trabalho que fiz, toda sacola pesada que já carreguei.

As costas me incomodam e os joelhos doem: não sou a mesma e no entanto, aquela menininha redondinha nunca me abandonou.

Estou desgastada.

(Oh, céus!)

REBECA VAZ

23/5/2011

Sossusvlei, Solitaire, a Namíbia é um lugar incrível para conhecer e fotografar…”